Desconstruindo o Bullying
Neste dia de combate ao bullying, procuramos desconstruir este fenómeno, compreender o que é e o impacto que pode ter.
O bullying consiste numa forma de agressão intencional e repetida que visa prejudicar alguém física, psicológica ou emocionalmente. Distingue-se de um conflito isolado pela intencionalidade, repetição e desequilíbrio de poder, ou seja, quando alguém faz com que a outra pessoa se sinta mais pequena, mais fraca ou inferior.
É importante salientar que o bullying não se verifica apenas na escola e não se manifesta apenas fisicamente. Pode manifestar-se de forma verbal, socioemocional ou virtual (cyberbullying) e, em todos os casos, deixa marcas profundas.
Desvalorizar o bullying é contribuir para a sua existência. As suas consequências afetam principalmente a vítima, mas também podem atingir as famílias, as testemunhas e até o próprio agressor.
As crianças e os jovens que sofrem de bullying podem sentir medo constante, tristeza profunda, vergonha e isolamento. Além disso, também existem consequências a longo prazo, dado que estas experiências podem comprometer o seu desenvolvimento emocional e social, tornando-os mais vulneráveis a perturbações de ansiedade, depressão, stress pós-traumático e até ideação suicida.
Os agressores também podem ter dificuldades escolares, maior probabilidade de consumir substâncias e, no futuro, tendência para comportamentos violentos. As testemunhas que não intervêm podem sentir culpa e vergonha, desenvolvendo sintomas semelhantes aos das vítimas diretas. As famílias — pais, mães, irmãos e irmãs — são muitas vezes afetadas por sentimentos de preocupação, impotência e incerteza quanto à forma de ajudar.
Não tenhas medo. Falar é o primeiro passo para quebrar este silêncio doloroso. O bullying só acaba quando deixarmos de lhe dar espaço para crescer.